Os ETFs de ouro e prata OROF11 e PRAF11, da gestora Galapagos Capital, estrearam na bolsa brasileira nesta terça-feira. Ambos acompanham índices de mercado e investem diretamente em metais físicos, não em contratos futuros, oferecendo exposição ao preço à vista.
O OROF11 replica o SGOL, ETF internacional lastreado por barras de ouro mantidas em cofres em Londres, buscando o índice DEX VettaFi Physical Gold Shares. O custo total anual é de 0,37%, com 0,20% de cobrança local e 0,17% do ETF investidor.
O PRAF11, por sua vez, acompanha o SVIR, ETF internacional lastreado em prata em cofres na capital britânica, com o índice DEX VettaFi Physical Silver Shares. O custo total anual fica em 0,50%, sendo 0,20% local e 0,30% da taxa do ETF que compra.
A proposta é diversificar carteiras e oferecer proteção contra variações do dólar, especialmente em cenários de incerteza econômica. Os metais costumam reagir a crises e preservar o poder de compra, ainda que esse comportamento varie conforme o conflito geopolítico.
Segundo a Galapagos Capital, a demanda por ouro e prata tende a fortalecer a diversificação internacional, com metal precioso mantendo relação baixa com outros ativos. A gestora tem R$ 40 bilhões sob gestão e amplia atuação em ETFs de metais.
Os executivos destacam que os ETFs são voltados para investidores com carteira já em construção, buscando exposição no exterior. Não são indicados como reserva de emergência nem para iniciantes, devido aos riscos e objetivos de longo prazo.
Entre na conversa da comunidade