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Gato solar provoca distúrbios na rede elétrica

Combate a ligações clandestinas de painéis fotovoltaicos expõe distorção na geração distribuída e pode cortar subsídios do regime GD1, afetando a rede

Jerson Kelman
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O tema em foco é a prática conhecida como gato solar, que envolve ligações clandestinas de painéis fotovoltaicos para ampliar ganhos com subsídios da geração distribuída GD. A operação tem impactos na rede elétrica e se tornou alvo de uma força-tarefa das distribuidoras. O objetivo é coibir fraudes e distorções no mercado de energia.

A Aneel aponta que parte dos beneficiários do regime GD1 amplia irregularmente sua potência instalada para manter subsídios até 2045. O modelo de negócios envolve instalar novas placas para gerar energia subsidiada, com custos majoritários aos consumidores sem GD. A regulação pode punir esse aumento não autorizado.

Segundo a Aneel, a comprovação de incremento de potência sem autorização pode levar à perda de vantagens do enquadramento GD1. Distribuidoras precisam estimar a potência injetada na rede e confrontar com a potência autorizada para apurar irregularidades.

Medidas e impactos

A melhoria da medição de potência é defendida para tornar o processo mais eficiente. A Aneel poderia exigir que unidades de GD tenham medidores que registre a potência injetada e consumida, com acesso das distribuidoras. Isso facilitaria a fiscalização e reduziria distorções.

A geração clandestina também agrava o corte de geração de grandes usinas renováveis, conhecido como curtailment. Em transmissão, o ONS enfrenta dificuldades para prever a demanda do SIN, podendo levar a decisões como cortes parciais de GD.

Na distribuição, a injeção de energia sem controle eleva tensões fora dos limites e prejudica consumidores sem placas. Em casos extremos, trabalhadores de campo da distribuidora ficam expostos a circuitos energizados. A segurança é um ponto crítico.

Caminhos regulatórios

A transição para créditos financeiros em vez de kWh depende de dispositivos de medição robustos e de acordos entre Congresso, setor elétrico e consumidores. Países como Alemanha, Austrália e alguns estados dos EUA já adotam essa vertente de remuneração horária.

O debate sobre o tema envolve interesses de diferentes atores e a necessidade de equilibrar subsídios, custos para o consumidor e segurança da rede. A abordagem regulatória atual busca reduzir fraudes sem desincentivar a geração limpa.

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