O clima extremo já impacta as empresas no Brasil. Mudanças no tempo, ondas de calor e enchentes afetam operações, cadeias produtivas e custos de saúde, segundo estudos recentes. O tema ganha espaço na estratégia corporativa como necessidade de adaptação.
Dados de uma pesquisa recente sinalizam que 74% das companhias já sentiram impactos climáticos, enquanto apenas 38% investem em medidas de prevenção e adaptação. A tendência é de aumento de perdas sem ações robustas.
No quadro atual, organizações passam a incorporar a adaptação climática à gestão de riscos. Escolas, governos e empresas discutem métodos para reduzir vulnerabilidades, proteger ativos e manter a produtividade diante de eventos extremos.
Movimento Viva Água
O Movimento Viva Água, criado em 2019 pela Fundação Grupo Boticário, reúne setor público, sociedade civil e empresas. A iniciativa atua pela segurança hídrica por meio da restauração de ecossistemas e de soluções baseadas na natureza.
A atuação se estende ao Rio de Janeiro, à fronteira de São Paulo com Minas Gerais e à Bahia. O objetivo é ampliar a resiliência climática e proteger áreas estratégicas para o abastecimento de grandes regiões urbanas.
Soluções Baseadas na Natureza
Parques lineares, jardins de chuva e restauração de rios são exemplos que transformam a natureza em infraestrutura urbana. Têm o papel de regular o ciclo da água, reduzir enchentes e moderar temperaturas, fortalecendo cidades.
No Grupo Boticário, a visão de adaptação guia decisões de expansão e inovação. O Plano de Transição Climática integra mitigação e adaptação às operações, além de monitorar riscos físicos ligados ao clima.
A empresa também aderiu à Carta Compromisso Empresarial pela Adaptação, lançada pelo Hub de Adaptação Empresarial da Fundação Getúlio Vargas. A iniciativa impulsiona a adoção da lente climática nas escolhas de negócio.
Cada organização pode acelerar uma economia mais resistente, equilibrando prosperidade com preservação ambiental. A adaptação climática deixa de ser agenda secundária e passa a ser essencial para pessoas, negócios e cidades.
Luis Meyer, diretor executivo da Fundação Grupo Boticário, comenta a importância de cooperação entre setor privado, governo, academia e comunidades para enfrentar o novo cenário global.
Entre na conversa da comunidade