Entre as décadas de 1930 a 1980, a Suécia montou um Estado de bem-estar social robusto, com impostos elevados para os mais ricos. Esse modelo pesou sobre a competitividade das exportações e gerou déficits públicos. Nos anos 1990, a crise estourou.
Bancos faliram, o desemprego saiu de 2% para 11% e as taxas de juros chegaram a 500% ao ano. Politólogos de direita e de esquerda aceitaram reformas profundas para reorganizar a economia.
Quais foram as principais reformas implementadas
O governo promoveu privatizações em saúde e educação, criou teto de gastos rígido e reformou a previdência, com contas individuais atreladas às contribuições de cada trabalhador. Impostos sobre herança e patrimônio foram eliminados.
A alíquota máxima do imposto de renda foi reduzida de 90% para cerca de 50%, visando manter talentos e capital no país.
Como funcionam hoje os serviços públicos
Hoje, quase metade das unidades de saúde primária é gerida por empresas privadas. Na educação, o setor ganhou concorrência, com melhoria de desempenho nas escolas públicas. O gasto público total caiu de 72% do PIB para cerca de 50%.
Resultados econômicos
A Suécia tem uma das menores dívidas públicas da Europa, por volta de 35% do PIB. Países como França e Itália têm taxas acima de 100%. A renda real das famílias quase dobrou desde os anos 90, com crescimento que supera projeções da Alemanha para 2026.
A economia sueca é vista, em diversos critérios, como mais orientada ao livre mercado do que a dos EUA.
Mudanças previstas para o futuro
O Parlamento aprovou o fim da regra de superávit obrigatório, substituída por uma meta de orçamento equilibrado a partir de 2027. O objetivo é financiar infraestrutura, transição para energias renováveis e gastos militares da OTAN.
Pesquisas eleitorais apontam uma possível liderança da centro-esquerda nas próximas eleições gerais.
Fonte: Gazeta do Povo.
Entre na conversa da comunidade