Nesta terça-feira (9), o governo federal sinalizou a criação de uma cota extra para a pesca da tainha em Santa Catarina, após ter suspendido a atividade no fim de semana. A medida busca atender a comunidades dependentes da atividade e às articulações políticas locais.
A liberação depende da publicação de uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. A expectativa é que o novo limite beneficie principalmente regiões onde o cardume ainda não passou ou há menor uso de redes, como São Francisco do Sul, Itapoá e Bombinhas.
A pesca da tainha foi interrompida no domingo (7) após atingir cerca de 1.200 toneladas, cerca de 90% da cota coletiva permitida para 2026. Com o alcance desse limite, a atividade precisa ser paralisada para preservação da espécie.
Como deve funcionar a nova liberação
A edição final da regra depende da portaria conjunta entre os ministérios. A ampliação visa reduzir impactos econômicos em comunidades pesqueiras que dependem da tainha durante o inverno. Em Santa Catarina, a atividade é historicamente associada ao arrasto de praia, prática cultural de pesca artesanal.
O estado já havia ajuizado medidas judiciais para contestar ou ampliar cotas federais, alegando que é o único com atividade devidamente regulamentada e fiscalizada. A interrupção no meio da safra é vista como geradora de prejuízos para famílias que vivem da pesca.
A migração sazonal da tainha ocorre no inverno, quando os cardumes migram do Rio Grande do Sul e de vizinhos como Argentina e Uruguai em direção ao litoral catarinense. O objetivo é buscar águas mais quentes para reprodução, antes de seguir para o Sudeste.
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