A crise econômica atinge consumidores e varejistas, mas lojas de doces em Nova York parecem prosperar. Em meio a confiança do consumidor em queda, o setor tem expandido na região, segundo a cobertura sobre o tema.
A Economy Candy, no Lower East Side, ilumina o debate ao mostrar que itens acessíveis ainda atraem clientes. O proprietário, em terceira geração, defende que, mesmo com inflação e incerteza, o apelo do doce persiste.
A loja, aberta desde 1937, nasceu de uma mudança de ramo: de conserto de chapéus e sapatos para doces. Com menos renda, os clientes buscavam opções baratas, e o negócio acabou se firmando como a mais antiga doceira de Nova York.
No mesmo eixo de varejo, surgem iniciativas como The Village Confectionery, prevista para abrir em Sleepy Hollow, no Hudson Valley. O empreendimento aposta no consumismo contido, com foco em itens de baixo custo para momentos de lazer.
Em Manhattan e Brooklyn, redes como BonBon se expandem com lojas próprias. A empresa, criada por três expatriados suecos em 2018, traz confeitos importados da Suécia e busca locais com aluguel mais acessível, em vias secundárias.
A ideia de consumo de doces parece espelhar a teoria econômica do “lipstick effect”, segundo a qual itens de luxo acessíveis podem compensar compras maiores em períodos de aperto financeiro. O preço baixo do doce favorece o retorno de clientes.
No cenário de custos, fornecedores internacionais elevam preços. Aumento de tarifas de importação e o encarecimento do transporte elevam itens como barras de chocolate Hershey, segundo relatos de lojistas. Ainda assim, muitos varejistas mantêm margens estáveis.
A economia mundial continua a registrar variações, com vendas no varejo ainda em alta nos EUA, mas o humor do consumidor em queda. Especialistas destacam que doces podem representar uma solução simples para quem reduz gastos sem abrir mão de pequenas gratificações.
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