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Parcela de endividados atinge recorde histórico em maio, aponta CNC

Parcela de endividados atinge 81,6% em maio, recorde histórico pelo quinto mês seguido, com cartão de crédito liderando dívidas e projeções de novas altas

— Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
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Ao divulgar a edição de maio de 2026 da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), a CNC informou que a parcela de endividados atingiu 81,6%. O índice subiu ante abril (80,9%) e maio de 2025 (78,2%), marcando o quinto recorde consecutivo desde o início da série em 2010.

O endividamento mais intenso aconteceu com o cartão de crédito, apontado como principal fator pela CNC. A modalidade segue como a mais acessada pelos endividados, citada por 84,6% dos entrevistados, seguida por carnês (16,1%) e crédito pessoal (13,1%).

A projeção é de novas altas no endividamento bruto nos próximos meses, ainda conforme a CNC. A organização também mencionou a avaliação de efeitos do programa Desenrola 2.0, de renegociação de dívidas, lançado em maio, sobre futuros indicadores.

Entre as faixas de renda, famílias de menor poder aquisitivo tiveram participação relevante. Pessoas com até três salários mínimos registraram 84,6% de endividados em maio, frente 83,6% em abril. Já quem recebe entre três e cinco salários teve 83,1% (abril, 82,8%).

Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o quadro evidencia maior exposição de famílias com menor renda às taxas de atraso. Tadros destacou a necessidade de ampliar renegociações para recuperar fôlego financeiro das famílias.

A taxa de inadimplência também avançou, atingindo 29,9% em maio, o maior patamar em seis meses. Em abril foi 29,7% e maio de 2025, 29,5%. Economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, informou que o curto prazo orçamentário pressiona o indicador e que juros altos reduzem o poder de compra.

A parcela de inadimplentes que não tem condições de quitar as dívidas permaneceu em 12,3% em maio, igual a abril. A fração de renda comprometida com dívidas ficou em 29,3% no mês, ante 29,4% em abril.

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