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Pauta econômica influencia votos, aponta pesquisa eleitoral

Pauta econômica muda votos: casos do Banco Master e tarifas dos EUA afetam intenção de voto e elevam desgaste da família Bolsonaro

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A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta, apresentouse como um retrato inicial de dois temas recentes no debate político: o escândalo envolvendo o Banco Master e o aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O levantamento aponta mudanças na percepção dos eleitores e no cenário da disputa presidencial.

No segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, subida de 2 pontos. Flávio Bolsonaro tem 38%, queda de 3 pontos. A economia passa a ocupar a quarta posição entre as maiores preocupações, citada por 13% dos entrevistados, atrás de violência, corrupção e questões sociais.

Avaliação da economia aponta que 44% veem a situação piorando nos últimos 12 meses, menos 2 pontos em relação à rodada anterior. 33% dizem que tudo permaneceu igual e 20% veem melhora. Economista destaca que eleitorado tende a associar o cenário externo à gestão.

O caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os áudios ligados a Flávio Bolsonaro teve impacto relevante. A parcela que vê a família Bolsonaro como mais prejudicada pelo episódio subiu de 9% para 16% entre maio e junho, e 12% afirmaram que as notícias reduziram a disposição de votar em Flávio.

Mercado avalia desgaste político da chapa ligada a Bolsonaro. O economista-chefe aponta que episódios negativos se somam a decisões controversas do filho do presidencial, refletindo na percepção sobre a condução da pauta econômica.

O tarifasco americano também é tema relevante. 47% concordam com a versão de Lula de que Flávio teria responsabilidade pelo episódio, enquanto 35% apoiam a defesa de Flávio Bolsonaro. Analista destaca impacto na imagem do campo conservador.

Mais da metade dos eleitores, 53%, acredita que sanções e mudanças na relação comercial dos EUA podem prejudicar empresas e instituições financeiras brasileiras. Ainda assim, 39% afirmam que a medida aumentou a vontade de voto em Lula, igual parcela indica maior apoio a Flávio Bolsonaro.

Para o economista, o debate eleitoral tende a ficar aquém de temas estruturais. Ele aponta que a pauta tende a se concentrar em embates políticos, com pouca discussão sobre questões tributárias e fiscais do país.

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