O Banco Mundial cortou a previsão de crescimento do PIB global para 2026, para 2,5%, o patamar mais baixo desde o início da pandemia. O recuo acompanha a tendência de desaceleração após avanço de 2,9% em 2025, segundo o relatório divulgado nesta semana. A instituição também aponta 4% de inflação global média no cenário base.
A empresa estatal de estabilidade energética aponta que a guerra no Oriente Médio elevou preços de energia e pressionou políticas monetárias em várias economias. Ataques entre EUA, Israel e Irã, iniciados no fim de fevereiro, contribuíram para o repique de petróleo e para expectativas de políticas mais restritivas.
Desdobramentos e cenário base
O relatório projeta o petróleo Brent em média de 94 dólares por barril em 2026 e sinaliza que as interrupções no abastecimento de energia devem diminuir até julho. Caso a crise aumente, o crescimento global pode cair para 1,3%.
Impactos por região
A previsão aponta maior efeito na Ásia, com oeste da região sentindo os impactos diretos da guerra. Já América Latina e Caribe terão revisão menor, para 2,2% em 2026, abaixo de janeiro, quando a estimativa era de 2,3%.
Brasil e apoio financeiro
Para o Brasil, a projeção é de 1,9% em 2026 e 2,0% em 2027, com recuo de 0,1 ponto em 2026 e 0,3 ponto em 2027 em relação a estimativas anteriores. A aceleração fica em 2,2% para 2028, segundo o Banco Mundial.
Riscos e respostas
O relatório alerta para possível década perdida em países em desenvolvimento, excluindo China e Índia. A interrupção do Estreito de Hormuz também impacta fertilizantes e aumenta preocupações com segurança alimentar, especialmente no norte da África e na África Subsaariana.
Medidas de apoio
O Banco Mundial afirma poder mobilizar até US$ 60 bilhões, com potencial de chegar a US$ 100 bilhões em 15 meses. O foco seria liquidez, garantias e cooperação com o setor privado, conforme necessidade de enfrentamento das pressões econômicas.
Fonte: recortes de Reuters e AFP apresentados pelo Banco Mundial.
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