O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou, nesta quarta-feira (10), o risco de o Brasil ter um déficit primário de 0,2% do PIB. Ele afirmou que esse patamar não tornará o país instável ou provocará crises globais.
Economistas questionaram a leitura, ressaltando que comparar a situação fiscal do Brasil com a de países ricos pode não ser adequado. A avaliação é de que o cenário fiscal brasileiro segue como tema de preocupação.
O avanço da conjuntura internacional e a cautela dos investidores também foram citados como fatores que podem influenciar o câmbio e o desempenho da bolsa no curto prazo. O tom foi de avaliação contida sobre efeitos externos.
Lula criticou, ainda, a interpretação de agentes do mercado que associam déficits baixos a impactos catastróficos, sugerindo que a discussão é mais complexa do que se costuma apresentar publicamente.
A discussão ocorre em meio a um ambiente de fluxos financeiros voláteis e a pressão por reformas que possam sustentar a trajetória fiscal, sem, no entanto, detalhar medidas específicas.
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