O governo federal mantém a expectativa de realizar leilões de ferrovias ainda em 2026, após a necessidade de avaliação técnica, econômica e socioambiental pelo TCU. Pelo menos quatro dos oito projetos previstos passam pela análise da Corte de Contas.
Entre eles, estão o Corredor Minas-Rio, o Anel Ferroviário Sudeste, a Ferrovia Malha Oeste e a Ferrogrão. A ideia é publicar os editais e realizar os leilões no segundo semestre, dependendo da avaliação do TCU.
O Ministério dos Transportes reuniu o setor privado para apresentar a carteira ferroviária, as demandas previstas e os objetivos de cada projeto. O encontro enfatizou a atração de investimentos e o potencial de transporte de cargas no longo prazo.
Oferta de financiamento e atratividade
O governo destacou uma linha de financiamento do BNDES com prazos de até 40 anos para ferrovias, projetando atrair investidores internacionais, especialmente da China e da Europa. O ministro enfatizou que não há produtosimilar no mercado.
Situação atual e próximos passos
Houve atraso no cronograma de leilões de rodovias, o que impactou o equilíbrio da agenda de ferrovias. Segundo o ministério, a evolução depende da conclusão de estudos técnicos, minutas de editais pela ANTT e da aprovação no TCU.
O Minas-Rio figura como o projeto mais adiantado, ligando o Porto de Angra dos Reis (RJ) ao Porto Seco de Varginha (MG). O ministro acredita que o TCU deve aprovar nos próximos dias e o edital pode ser publicado ainda em junho.
Após a primeira aprovação no TCU, a tendência é que os demais projetos avancem com menor entrave, funcionando como parâmetro para as avaliações seguintes. O governo mantém a meta de oito leilões ao todo, com parte deles para 2027.
Entre na conversa da comunidade