Duplas de pequenos negócios enfrentam gargalos financeiros que freiam o crescimento. A falta de planejamento financeiro está entre os principais fatores de fechamento no Brasil, segundo o Pulso dos Pequenos Negócios do Sebrae.
A pesquisa aponta que 25% das micro e pequenas empresas convivem com inadimplência. Entre os que enfrentam esse problema, pelo menos 30% de suas despesas estão comprometidas com dívidas atrasadas. Juros altos intensificam o desafio.
Muitas empresas sabem o quanto vendem, mas não o quanto lucram de verdade. É comum não monitorar margem de contribuição, ponto de equilíbrio, capital de giro e fluxo de caixa de forma regular.
Segundo Pedro Parreira, especialista da Parcon Consultoria, o problema costuma ser a gestão de custos e a formação de preços. O empresário ganha acompanhamento financeiro para ampliar resultados sem depender apenas do faturamento.
A margem de contribuição é a diferença entre a receita e os custos variáveis. Ela mostra quanto cada item do portfólio contribui para cobrir custos fixos e gerar lucro, orientando preços e mix de produtos.
O ponto de equilíbrio indica o volume mínimo de vendas para cobrir todos os custos. Abaixo dele, há prejuízo; acima, há lucro, mesmo sem ampliar faturamento.
O fluxo de caixa registra entradas e saídas em um período, avaliando liquidez. Desalinhamentos entre recebimentos e pagamentos podem comprometer honrar compromissos, exigindo planejamento.
O capital de giro é o recurso necessário para funcionar entre gasto e recebimento. Sem estimativa adequada, empresas recorrem a crédito emergencial para cobrir lacunas.
Para Parreira, não há ferramenta única de planejamento financeiro. Planilhas atualizadas e alimentadas com regularidade ajudam na tomada de decisões, desde que os dados sejam registrados com consistência.
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