Em entrevista à CNN, Erik Momo, presidente da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), afirmou que a PEC que propõe fim da escala 6×1 centraliza aspectos eleitorais e não leva em conta as particularidades do setor de alimentação. A ausência de um período de transição elevado é apontada como entrave para os empresários.
Para Momo, restaurantes empregam grande número de pessoas e precisam de mão de obra disponível exatamente quando o consumidor busca atendimento. Segundo ele, há pouca flexibilidade para realocar equipes nos horários desejados pelo negócio.
Impacto econômico
A implementação rápida da mudança poderia exigir um maior número de contratações para cobrir horários com falta de mão de obra. O consequente seria o aumento de custos, que, segundo o dirigente, tende a ser repassado aos preços ao consumidor.
Ele disse que estudos de impacto e reorganização de escalas não teriam tempo suficiente sob a proposta, sugerindo uma transição gradual ou por etapas para viabilizar a adaptação das empresas.
Diversidade do setor
Momo destacou a diversidade de modelos de negócio no ramo de alimentação fora do lar e a dificuldade de uma regra única atender a todos. Restaurantes em regiões litorâneas, com sazonalidade, dependem de contratações intensivas em períodos específicos.
Ainda conforme o presidente da ANR, a PEC pode restringir escolhas dos trabalhadores e impor mudanças sem considerar necessidades individuais, o que reduziria a efetividade da medida.
Regra geral e possível compensação
O representante defende uma norma geral, sem criar entraves operacionais, citando exemplos de setores com regimes diferenciados, como plataformas petrolíferas e saúde. Questiona por que não considerar particularidades de cada atividade.
Momo argumenta que a forma atual da PEC pode levar a repasses de custos, protegendo margens e empregos apenas de modo potencial, sem garantir resultados reais para o setor.
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