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Brasil é laboratório de inovação global, diz CEO da Epson America

Kratzberg vê o Brasil como laboratório de inovação da Epson, defende impressões sem plástico e aposta na IA como motor da transformação do setor

Keith Kratzberg: 'O Brasil é um mercado incrivelmente estratégico' - (Epson/Divulgação)
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Keith Kratzberg, presidente e CEO da Epson America, afirma que o Brasil funciona como laboratório de inovação para a empresa. Em visita às instalações de São Paulo, ele destacou a fábrica do grupo japonês fora da Ásia e falou sobre tendências do setor de impressão e tecnologia.

O executivo tratou de mudanças necessárias para o mercado corporativo, defendendo o fim do uso de plásticos na impressão e apontando a inteligência artificial como motor de transformação. A entrevista ocorreu durante a sua passagem pela unidade paulista, sede da única fábrica do grupo no Brasil.

Kratzberg reforçou que o Brasil é estratégico para a estratégia global da Epson e citou a linha EcoTank como exemplo de inovação local que ganhou escala mundial. Ele explicou como a demanda por menor custo total de propriedade orientou o desenvolvimento de um modelo de negócios diferente.

Mudança de modelo de impressão

Segundo Kratzberg, a tecnologia a laser, dominante há mais de 50 anos, usa toner que é essencialmente microplástico. Ele argumentou que o consumo de energia e a emissão de plástico tornam esse modelo inconsistente com metas atuais de sustentabilidade.

A Epson apresenta, então, uma linha corporativa a jato de tinta com alto desempenho, segundo o executivo. O sistema promete consumir até 75% menos energia e requerer manutenção menos frequente, com menos peças móveis, em comparação aos equipamentos a laser.

No Brasil, a adoção enfrentou resistência por competir com modelos consolidados. Ainda assim, a empresa cita ganhos de eficiência e custos como pilares para ampliar a presença entre grandes empresas, incluindo setores como saúde.

IA e futuro do setor

Kratzberg descreve a IA como a próxima grande plataforma tecnológica, comparando-a a revoluções anteriores em PCs e internet. Ele observa que a produtividade já se notou em áreas como programação, com uso de assistentes de código de IA.

O executivo destacou que ainda não há consenso sobre impactos completos da IA nos empregos, mas enfatizou ganhos de eficiência e reconfiguração de equipes em projetos de desenvolvimento de software.

Expansão na indústria têxtil

A gestão da Epson também se volta para o setor têxtil na América Latina. A empresa aposta em tecnologias compactas e de baixo consumo de energia para operações industriais e de sublimação, facilitando produção local no Brasil.

Kratzberg definiu a estratégia para o mercado têxtil brasileiro como modelo de inclusão de pequenas lojas de confecção, que passaram a ter acesso a produção de design exclusivo e operações de alta escala, sem grandes investimentos iniciais.

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