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Fim da 6×1: Cotait diz estar preocupado com risco econômico

Presidente da CACB diz que fim da escala 6x1 pode aumentar custos, provocar inflação e desemprego, sugerindo transição maior e PEC flexível

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A discussão sobre o fim da escala 6×1 voltou a ganhar destaque no debate econômico e trabalhista no Brasil. Em entrevista ao CNN 360º, Alfredo Cotait, presidente da CACB, questionou o texto aprovado pela Câmara e pediu uma abordagem mais flexível para a reforma da jornada de trabalho. Ele afirmou que a proposta impõe restrições excessivas que podem prejudicar diversos setores.

Cotait não é contra mudanças na jornada, mas avalia que o conteúdo aprovado restringe demais a atuação de empresas. Segundo ele, a Câmara engessou a prática de negociação entre empregadores e empregados, o que dificulta ajustes necessários sem perder direitos.

PEC alternativa como saída

O presidente da CACB destacou a PEC apresentada pelo senador Rogério Marinho como alternativa, pois flexibiliza a jornada sem reduzir direitos garantidos pela CLT. A entidade defende que o trabalhador possa definir a quantidade de horas, recebendo por hora trabalhada, conforme sua necessidade.

A CACB afirma que a flexibilização poderia ter aplicação imediata, já que a negociação entre empresas e trabalhadores é prevista pela legislação vigente. Cotait ressaltou que o negociado prevalece sobre o legislado, citando a reforma trabalhista já em vigor.

Risco econômico e impactos nos preços

Entre os principais pontos, Cotait preocupa-se com custos adicionais decorrentes do fim da escala 6×1, que poderiam ser repassados aos preços ao consumidor e pressionar a inflação. Ele disse que o aumento de custos de mão de obra tende a impactar a sociedade.

Os setores de comércio e serviços seriam os mais sensíveis às mudanças, segundo a avaliação da CACB, porque dependem de escalas variadas que não se encaixam no modelo 5×2. Restaurantes e condomínios foram citados como exemplos com potenciais impactos operacionais.

Período de transição e momento político

Cotait criticou o prazo de transição de dois meses previsto na proposta, dizendo que é insuficiente para adaptação das empresas. Ele também ponderou que o atual momento político, próximo das eleições, dificulta avanços sem avaliação cuidadosa.

A entidade reiterou apoio a um debate mais amplo e cuidadoso sobre o tema, sugerindo que os estudos ocorram em um momento mais adequado, com participação de diferentes setores para evitar efeitos indesejados.

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