Nos números do IPCA de maio, a alimentação e bebidas registrou alta de 1,33%, a maior para o mês desde 2015, quando ficou em 1,37%. O grupo foi responsável por 0,29 ponto percentual da variação total de 0,58% do índice.
Segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, o aumento está ligado aos fretes e à fertilizantes, com oferta também mais restrita. Outros fatores sazonais incluem o amadurecimento do tomate no período frio e a redução da safra de batata-inglesa, elevando seus preços.
Dentro do agregado de alimentação no domicílio, os preços subiram 1,65% em maio, a maior variação mensal em quase duas décadas, desde 2008.
Alimentação
O peso da alimentação e bebidas ficou evidente na composição do IPCA de maio, que também aponta alta substancial em itens específicos. Caso esse grupo fosse excluído, o IPCA passaria de 0,58% para 0,37%, indicando forte influência do segmento.
Habitação
O grupo habitação subiu 1,22% em maio, a taxa mais alta para o mês desde 2021. O consumo de energia elétrica impulsionou esse movimento, com alta de 3,67% e contribuição de 0,15 ponto percentual para a inflação total.
Esse aumento na energia elétrica refletiu reajustes observados em seis cidades pesquisadas pelo IBGE durante o mês, conforme o responsável pela pesquisa. Em maio, a bandeira tarifária permaneceu amarela, elevando contas de luz em pontos específicos.
A energia elétrica foi o principal destaque do mês dentro do IPCA, respondendo por 0,15 ponto da alta total. Em junho, a bandeira amarela deve continuar vigente.
Entre na conversa da comunidade