O risco-país da Argentina atingiu o menor nível desde a posse de Javier Milei. Na quinta-feira, 11 de junho de 2026, o EMBI+ (Emerging Markets Bond Index Plus) caiu para 443 pontos-base, ante 503 no dia anterior, após a elevação da nota de crédito do país.
Desde o início do mandato, em dezembro de 2023, o indicador caiu de perto de 1.400 pontos. Dados do Portal Poder360 mostram queda de 1.964 pontos em janeiro de 2024 para 443 pontos em junho de 2026, uma redução de aproximadamente 77%.
A melhora foi impulsionada pela S&P ao elevar a classificação da dívida soberana de CCC+ para B-, seguida por movimentos semelhantes da Fitch Ratings. Também pesam o aumento das reservas e o apoio do FMI, com o Banco Central somando mais de US$ 10,5 bilhões em compras de moeda neste ano.
Além disso, o cumprimento das metas com o FMI e a liberação de US$ 1 bilhão pelo organismo reforçam a percepção de solvência da economia argentina, contribuindo para o recuo do risco visto pelos investidores.
Comparação com o Brasil
O comparativo direto entre Argentina e Brasil exige cautela, pois os instrumentos são diferentes. O EMBI+ argentino mede o diferencial de rendimento em relação aos títulos norte-americanos, enquanto o Brasil utiliza o CDS de 5 anos desde 2024.
O CDS brasileiro, após a mudança metodológica, ficou em torno de 126 pontos. O EMBI+ da Argentina permanece acima de 400 pontos, patamar considerado elevado para padrões internacionais, ainda que mostre melhora recente.
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