Nos dados apontados pelo Think Olga e Think Eva, mulheres costumam priorizar poupança em vez de investir. O estudo revela que apenas 31% das brasileiras investem, enquanto 69% optam pela caderneta. O comportamento financeiro é influenciado por responsabilidades diárias.
Entre as pesquisadas, a carga de cuidado costuma sequestrar o planejamento financeiro. A pesquisa baseia-se em mais de cem estudos e relatos de mais de 400 mulheres, conectando a prática de investimento à dinâmica doméstica e à educação financeira recebida na infância.
Caso de Thaiz e o peso do cuidado
Thaiz D., 45, é citada como exemplo de geração de renda que financia cuidados familiares. Ela mudou de emprego na tentativa de melhorar a renda, mas enfrentou fechamento da empresa, pandemia e falecimento da mãe, o que agravou a necessidade de usar recursos para sustentar familiares.
A profissional ainda administra dívidas de familiares e, hoje, usa o salário para necessidades básicas e para aplicações de liquidez diária, vistas por ela como instrumento de sobrevivência, não de planejamento de longo prazo.
Perfil de investimento das brasileiras
Dados da Anbima mostram que 31% das brasileiras investem, com 69% buscando poupança. Entre as opções, o segundo lugar é ocupado por títulos privados de liquidez diária; fundos de investimento aparecem em menor escala.
O levantamento aponta que muitos gastos imprevistos, carreados como “Pix invisíveis”, acabam desviando recursos de uma reserva de emergência ou de investimentos. Esse conjunto de fatores reforça o privilégio da poupança na prática cotidiana.
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