O Brasil registrou o maior volume de importação de calçados para os primeiros cinco meses de 2026, segundo a Abicalçados com base na Secex. Entre janeiro e maio, foram 22,9 milhões de pares, elevando a receita para US$ 258,93 milhões.
O aumento chega a 18,2% no volume e 14% na receita ante o mesmo período de 2025. China, Vietnã e Indonésia responderam por 80% das importações.
No mês de maio, as compras externas somaram 3,28 milhões de pares, equivalentes a US$ 43,78 milhões. Comparando com maio de 2025, houve crescimento de 14,6% em volume e 14,7% em valor.
Entre as origens, a China aparece como maior fornecedora no acumulado, seguida por Vietnã e Indonésia, com variações diferentes em volume e receita.
Principais origens no acumulado do ano
- China: 9,28 milhões de pares, alta de 28,8% no volume e 11,6% na receita;
- Vietnã: 5,6 milhões de pares, crescimento de 5,4% no volume e 19,7% na receita;
- Indonésia: 3,27 milhões de pares, queda de 10% no volume e alta de 5,1% na receita.
EXPORTAÇÕES RECUAM
As exportações brasileiras de calçados recuaram 10,7% em volume e 18,3% em receita de janeiro a maio de 2026 ante igual período de 2025, totalizando 40,9 milhões de pares e US$ 349 milhões.
Em maio, os embarques ao exterior somaram 6,42 milhões de pares, equivalentes a US$ 64,53 milhões, queda de 5,2% no volume e 17,4% na receita ante maio de 2025.
Segundo Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados, o recuo reflete a política tarifária dos Estados Unidos e condições macroeconômicas na Argentina. Parte das exportações de março a maio de 2026 ainda reflete decisões comerciais sob tarifa de 40%.
PRINCIPAIS DESTINOS
Os maiores compradores de calçados brasileiros em maio foram:
- Estados Unidos: 984,5 mil pares, US$ 13,65 milhões; queda de 21,8% em volume e 42,3% em receita ante maio de 2025.
- Argentina: 402,73 mil pares, US$ 6,48 milhões; redução de 63,2% em volume e 57,7% em faturamento.
- Paraguai: 900,87 mil pares, US$ 4,3 milhões; alta de 59,2% em volume e 19,2% em receita.
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