O grupo Toky, controlador das redes Tok&Stok e Mobly, teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça de São Paulo. A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado aprovou o processamento da recuperação para renegociação de 1,1 bilhão de reais em dívidas. A decisão ocorre em meio ao ambiente econômico desafiador para o varejo de móveis.
A recuperação busca viabilizar a continuidade das atividades e preservar serviços prestados pelas empresas do grupo. O pedido tramita na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo, com segredo de Justiça.
Dívidas e bloqueios
Segundo o pedido, a situação financeira piorou após o bloqueio de 77 milhões de reais por uma instituição de pagamentos. A Toky afirma que o valor efetivamente vencido é de 1,3 milhão de reais e que notificou a SRM para restabelecer o fluxo de repasses, sem sucesso.
Contexto financeiro e governança
O grupo informou que a recuperação visa proteger o negócio e as controladas. A gestora SPX está negociando a venda de sua participação na companhia, com mudanças no conselho após renúncias de dois membros e a entrada de novos integrantes.
Diário de disputas e desdobramentos
A relação entre fundadores e SPX ganhou contornos com a venda do controle da Tok&Stok para a Mobly, concluída em novembro de 2024 após a entrada da empresa em recuperação extrajudicial. Os fundadores Régis e Ghislaine Dubrule participaram do processo, mas a decisão seguiu conforme o acordo com investidores.
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