A Sondagem do Mercado de Trabalho, feita pelo FGV Ibre, aponta que a percepção sobre o emprego ainda é favorável, mas com preocupação sobre a continuidade desse cenário no longo prazo. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira e acompanha o trimestre encerrado em maio.
Segundo a pesquisa, 25,5% dos entrevistados consideram fácil conseguir trabalho, o maior patamar da série histórica iniciada em julho do ano passado. Em contrapartida, 51,2% afirmam que está difícil encontrar vaga, menor índice já registrado. A parcela que vê a situação como normal ficou em 23,3%.
A avaliação de curto prazo aponta preocupação: 37,1% acreditam que, nos próximos seis meses, a situação ficará pior ou muito pior. Já 29,6% esperam melhoria, o menor nível desde setembro de 2025. Outros 33,3% prevêem inércia na conjuntura do emprego.
Contexto macroeconômico e incertezas
A leitura do FGV Ibre cita fatores que influenciam essa percepção: ano eleitoral, turbulências internacionais e pressões inflacionárias. Para o economista Rodolpho Tobler, o ambiente macro ainda é desafiador e eleva a cautela sobre a duração do atual dinamismo do mercado de trabalho.
Além disso, a expectativa de inflação mais alta e juros mais elevados contribui para tornar a importância de manter um estágio de recuperação mais sólido mais evidente. O estudo sugere que a conjuntura econômica atual pode impactar a continuidade do crescimento de vagas no país.
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