A disparada das taxas dos títulos públicos nos últimos dias reacendeu a possibilidade de o Tesouro Nacional intervir novamente no mercado secundário por meio de leilões extraordinários. Títulos indexados à inflação operam perto de IPCA + 8% ao ano, enquanto os prefixados de longo prazo superam 15%. Em março, houve uma intervenção histórica para conter o estresse na curva de juros.
Na ocasião, o Tesouro recomprou R$ 47 bilhões em títulos públicos em uma semana, sendo R$ 5,4 bilhões em papéis prefixados adquiridos em um único leilão. A operação visou recompor liquidez, evitar disfunções de funcionamento do mercado e reduzir a volatilidade excessiva.
Para analistas, a probabilidade de nova intervenção segue elevada quando a percepção de risco do mercado diverge significativamente dos preços de tela, gerando curva empinada. A liquidez requerida pode justificar novos leilões extraordinários de compra e venda de títulos.
Perspectivas de intervenção
O cenário atual é visto como distinto do de março. Embora tenha havido justificativa para a ação naquela ocasião, as condições presentes já estariam precificadas. O estudo aponta que a volatilidade tende a persistir, com fatores como dinâmica global, atividade econômica e cenários eleitorais influenciando o mercado.
Autoridades e relatores citam que a intervenção de março ocorreu diante de fatores exógenos ao sistema. Hoje, o ambiente já reflete riscos conhecidos, incluindo instabilidade geopolítica e uma agenda econômica com eleições previstas para 2026.
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