Philippe Stern, ex-presidente da Patek Philippe, morreu no dia 14 de junho aos 88 anos. O anúncio confirma sua passagem, encerrando um período de 16 anos à frente da manufatura suíça, que ele ajudou a moldar com foco na independência, na artesania e na exclusividade.
Stern nasceu em Genebra em 1938 e veio de uma linhagem ligada à Patek Philippe. Seu pai, Henri, assumiu a direção da empresa após a participação dos avós e tios na trajetória da marca iniciada em 1932. Ao longo de sua gestão, abriu uma nova manufactura, criou um museu e renovou o Geneva Salón, fortalecendo a presença da marca no cenário internacional.
Durante a presidência, Stern impulsionou lançamentos icônicos, entre eles o Nautilus, apresentado em 1976, que se tornou o modelo mais conhecido da casa. Também supervisionou o desenvolvimento do Calibre 89, apresentado em 1989, considerado um dos relógios mais complicados já produzidos, com 33 funções.
No fim de seu mandato, em 2009, Stern passou a liderança para seu filho Thierry Stern, atual presidente. Entre as iniciativas marcantes, está a criação do Patek Philippe Seal, em 2009, que atribui um certificado de qualidade à produção da marca após atender a rigorosos critérios. O legado do executivo é visto como inspiraçao para manter a marca independente e centrada na alta relojoaria.
Legado e impacto na indústria
Stern é lembrado por manter a Patek Philippe fiel ao seu compromisso com a artesania e a exclusividade, mesmo frente a pressões de consolidação no setor. Sua atuação ampliou a visibilidade da marca em mercados estabelecidos e emergentes, consolidando-a como referência em relógaria de precisão e prestige.
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