Em pesquisa com 74 bancos centrais, 45% disseram que planejam comprar ouro no próximo ano, data apontada pelo World Gold Council (WGC) e YouGov. A divulgação indica a maior parcela de compradores prevista desde 2018.
O estudo mostra que apenas uma instituição pretende reduzir suas participações. O levantamento reforça que a demanda de bancos centrais sustenta o movimento de valorização do ouro, mesmo diante de volatilidade recente.
A pesquisa observa que o ritmo de compras acelerou no primeiro trimestre, apesar de alguns tesouros nacionais venderem parte de reservas. Turquia, Rússia e Azerbaijão entraram nesse movimento de comercialização.
No próximo ano, bancos centrais de mercados emergentes e economias em desenvolvimento devem representar a maior parcela dos compradores potenciais, conforme o WGC.
Cerca de 53% dos emergentes/povos em desenvolvimento esperam aumento, contra 18% dos bancos centrais de economias avançadas. A diferença ressalta cenários de política monetária global distinta.
Grande parte das aquisições ocorre via programas domésticos de acumulação, usando moeda local para comprar ouro de mineradores nacionais. O método evita consumir reservas em moeda forte.
Metade dos entrevistados planeja financiar compras com esse esquema. Outros 38% indicam venda de ativos de reserva existentes para sustentar aquisições.
O Banco da Inglaterra permanece como o destino de armazenamento mais utilizado, segundo 57% dos respondentes. Londres consolida-se como polo de metais preciosos.
Ainda assim, houve mudanças logísticas: 9% disseram ter aumentado ouro em ativos localmente e 10% passaram a diversificar guarnições, frente a 5% e 2% no ano anterior.
O pesquisador Shaokai Fan, da equipe global de bancos centrais do WGC, afirma que a percepção de risco político amplia o espaço para centros como Singapura e Hong Kong, que visam captar armazenagem de reservas de ouro.
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