Bancos de Sydney a Londres estão na disputa para preencher a função de diretor de inteligência artificial (IA). Profissionais nesse cargo costumam ganhar próximos de US$ 3,5 milhões por ano, com competências ainda pouco comuns no setor.
Nos últimos três meses, HSBC Holdings, Commonwealth Bank of Australia e Lloyds Banking Group nomearam novos líderes em IA. Ainda não há consenso sobre a duração dessa função, que pode se tornar menos necessária conforme a IA se incorpora ao dia a dia.
Corrida por cargos de IA
A ascensão aparece num contexto em que a adoção de IA cresce, mas a permanência da posição é questionada. O mercado remunera bem, com pacotes médios elevados e um conjunto restrito de executivos capazes de gerir as iniciativas.
Estudos indicam que a presença de um diretor de IA subiu para 76% entre as empresas pesquisadas, ante 26% no ano passado. A demanda por especialistas em tecnologia supera a oferta, principalmente na Ásia.
As instituições buscam alinhar IA à estratégia corporativa e à governança de dados. Em muitos casos, a decisão sobre quem treina IA e onde fica a coordenação fica entre RH, tecnologia ou unidades digitais.
Alguns executivos defendem que a função pode migrar para uma estrutura integrada, onde IA é parte da infraestrutura de TI, sem necessidade de um cargo отдельно. Questionamentos sobre impacto e utilidade permanecem.
Universidades de ponta comercializam cursos voltados a diretores de IA. Programas da Booth School da Universidade de Chicago, Duke, Cornell e Michigan já atraem profissionais em meio de carreira que buscam reforçar essa expertise.
O interesse pelo tema é estruturado, com remuneração alta para poucos profissionais. A prática de nomear diretores de IA, porém, pode não garantir resultados concretos, segundo especialistas consultados.
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