O processo de privatização da Copasa (CSMG3) foi concluído nesta terça-feira (16) em cerimônia realizada na B3, em São Paulo, transferindo as ações aos compradores e gerando recursos para o governo de Minas Gerais. A venda marca o fim de um processo que vinha sendo preparado há meses.
Ao todo, 171.113.881 ações foram vendidas a R$ 49,03 cada, totalizando aproximadamente R$ 8,38 bilhões. A Equatorial Energia foi escolhida como investidora de referência e tornou-se a principal acionista, com cerca de 30% do capital.
A compra da Equatorial envolveu 114.075.921 ações, correspondentes a 66,67% da oferta, em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 5,59 bilhões. Um lote adicional de ações chegou a ser previsto, mas não foi acionado.
Com a conclusão da operação, o Estado de Minas Gerais, que detinha pouco mais de 50% do capital, passa a ter cerca de 5% do total. A golden share permanece, garantindo veto em decisões estratégicas, como mudança de nome ou sede.
Além da Equatorial, outros investidores ampliaram participação. A Perfin elevou sua fatia de 15,25% para 20,11%, elevando a participação de investidores institucionais para cerca de 10,5% do capital, movimentando aproximadamente R$ 1,96 bilhão.
Investidores de varejo passaram a responder por cerca de 4,5% do capital social, com volume estimado em R$ 838,9 milhões. O restante foi distribuído entre diferentes participantes do mercado, conforme a operação.
Durante a cerimônia, o CEO da Equatorial, Augusto Miranda da Paz Júnior, afirmou que a empresa pretende ampliar investimentos. A carteira deve acelerar a universalização dos serviços e modernizar a operação, mantendo o compromisso com Minas Gerais.
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