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Copasa privatizada em operação de 8,38 bilhões e troca de controle

Equatorial assume controle da Copasa com trinta por cento; governo mantém cinco por cento com veto; privatização destina recursos ao abatimento da dívida e objetivo de universalizar saneamento

Mateus Simões privatiza Copasa pregão da Bolsa de Vaores
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A Copasa, companhia estadual de saneamento de Minas Gerais, foi privatizada em uma operação de 8,38 bilhões de reais na Bolsa de Valores. A venda transferiu o controle da empresa para a iniciativa privada, encerrando décadas de gestão pública. O Grupo Equatorial tornou-se o principal acionista, com participação de 30%.

Além disso, investidores institucionais adquiriram 10,5% das ações, enquanto o varejo ficou com 4,5%. A gestora Perfin ampliou sua fatia para cerca de 20,11%. O governo mineiro manteve 5% das ações por meio da golden share, assegurando poder de veto em decisões estratégicas.

A operação envolveu a venda de 45% do total de ações pertencentes ao Estado, com o restante distribuído entre privados. Os recursos captados serão usados para abater a dívida do Estado com a União, conforme o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Nova composição acionária

Com a conclusão, o Grupo Equatorial passa a deter 30% do capital total, em transação avaliada em 5,59 bilhões de reais. Investidores institucionais conduziram 10,5% das ações, totalizando cerca de 1,96 bilhão de reais. O varejo ficou com 4,5%, equivalente a 838,9 milhões de reais.

A Copasa informou que a aquisição pela Equatorial tem caráter financeiro e não visa assumir o controle. A gestão já comunicou que continuará com regulação de tarifas pela Arsae-MG, mantendo as políticas de tarifação.

Aspectos operacionais e metas

O governo de Minas assegurou que a privatização permitirá ampliar investimentos em saneamento. O objetivo é universalizar o serviço em mais de 600 municípios mineiros até 2033, conforme metas do Novo Marco Legal do Saneamento. A privatização não altera o rateio das tarifas reguladas.

Declarações e próximos passos

O governador de Minas, Mateus Simões, ressaltou que a privatização acelerará obras de água e esgoto. A Equatorial afirmou que pretende modernizar a operação e ampliar investimentos, com financiamento via dívida e restrições de venda até 2030.

A Copasa passa a adotar nova governança corporativa e a buscar maior agilidade na tomada de decisões. Entre as prioridades estão a expansão de redes e o atendimento às exigências legais, mantendo o padrão de regulação vigente.

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