A oferta da Huaxin Cement pela unidade de cimento da CSN enfrenta resistência de uma acionista-chave. A CSN busca vender o controle do negócio para reduzir a alavancagem e levantar caixa, com o processo em fase de due diligence. A Holcim, que detém cerca de 42% da Huaxin, sinalizou não apoiar a passagem para a próxima etapa, segundo fontes cientes do assunto. Nenhuma decisão final foi tomada até o momento.
Caso a Holcim mantenha posição contrária, o grupo de interessados pode encolher, dificultando a disputa por uma das maiores produtoras de cimento do Brasil. A Huaxin vinha avaliando oferecer cerca de 12 bilhões de reais pelo ativo, conforme apuração de fontes.
A Huaxin entrou no mercado brasileiro no fim de 2024, com a aquisição da Embu Engenharia e Comércio por 186 milhões de dólares, incluindo quatro pedreiras no estado de São Paulo. A CSN contratou Morgan Stanley para assessorar a transação, que envolve a venda do controle da unidade de cimento. Os potenciais compradores seguem em due diligence, com propostas vinculantes esperadas no início de agosto.
Interessados e próximos passos
Entre as partes interessadas, além da Huaxin, estavam Votorantim, Sinoma International e Polimix, que pode participar sozinha ou em consórcio. A Votorantim já tinha sido associada ao ativo pela imprensa. Sinoma International e Polimix não comentaram até o fechamento deste texto.
A CSN, controlada pela família do bilionário Benjamin Steinbruch, também busca vender ativos de infraestrutura e logística, com Citi e Bradesco atuando como bancos advisor. Fundos de pensão e o GIC são citados como investidores potenciais para a fatia restante da operação. As informações são provenientes de fontes próximas ao processo.
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