A Renault passou a operar no Brasil como Renault Geely há sete meses, com 26,4% da controlada pela chinesa Geely. O movimento formalizou uma aliança franco-chinesa no país, a primeira do gênero com a China. A operação brasileira ganhou peso estratégico para a gigante asiática.
Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely Brasil, assume a missão de consolidar a parceria. Ele busca evitar repetir erros históricos da Renault no país, principalmente a dependência de uma linha de produtos genéricos e de baixo apelo aspiracional.
Montenegro afirma que a marca precisa de uma gama mais abrangente, com modelos mais tecnológicos e com design mais arrojado. O Kwid continua como entrada, mas a aposta é ampliar opções para reduzir o estigma de baixo custo.
Geely diversifica gama desde o começo
A fabricante chinesa pretende não limitar-se a um único nicho. Embora tenha iniciado com elétricos puros, a Geely planeja em breve opções híbridas flex para o mercado brasileiro.
O primeiro resultado é o SUV EX5 EM-i, já em produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR). A montagem de veículos sinaliza a estratégia de ampliar a linha, incluindo modelos de maior valor agregado.
Até o fim do ano, a planta paranaense deve receber o EX2, visto como potencial fenômeno de venda. De janeiro a maio, o modelo acumulou 10,3 mil emplacamentos, reforçando o interesse pela nova gama.
“É um produto que atua em um segmento com participação de apenas 3% do mercado. Mesmo assim, o lançamento demonstra tecnologia relevante”, afirma Montenegro.
O plano prevê ampliar o portfólio para atender segmentos superiores e testar o mercado com veículos de maior porte, mantendo o objetivo de oferecer valor agregado ao consumidor.
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