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Seguro residencial tradicional entra em colapso; opções para preencher a lacuna

Seguro paramétrico, movido por IA e sensores, promete pagamentos rápidos após desastres, mas levanta dúvidas sobre critérios, transparência e impactos

Photograph: Colin Wellenkamp
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Parametric insurance, uma modalidade ainda pouco conhecida, ganha espaço em áreas sujeitas a desastres. Em vez de avaliar danos individuais, o modelo usa sensores, satélites e IA para liberar recursos assim que parâmetros presetados são atingidos. A ideia é acelerar pagamentos e reduzir a dependência de perícias humanas.

A iniciativa envolve cidades e governos, com foco na bacia do rio Mississippi. O novo formato pode complementar, ou mesmo substituir, parte da assistência tradicional do FEMA, cuja liberação costuma demorar. O objetivo é evitar o efeito cascading de danos após enchentes e manter serviços essenciais funcionando.

O protagonista desta tendência é Colin Wellenkamp, porta-voz de uma ONG ligada ao tema, que negocia com a seguradora Munich Re. Em 2019, ele já via os impactos de enchentes em East St. Louis e buscava soluções rápidas de financiamento para recuperação de infraestrutura.

A evolução da ideia

Desbloquear recursos de forma rápida passou a ser foco de pilotos com plano de seguro paramétrico para áreas de alto risco. Em Fremont, Califórnia, um município já contratou o primeiro seguro municipal voltado a inundações. Em outras localidades, há planos conjuntos entre vizinhos e entidades sem fins lucrativos para cobrir bairros.

Benefícios e cautelas

Proponentes destacam a velocidade de pagamento, que pode chegar em dias; críticos apontam riscos de lacunas de cobertura. Em alguns casos, a métrica pode não refletir o dano real, levando a rejeições de indenização, mesmo com prejuízos extensos.

Desafios regulatórios e operacionais

Alto custo, complexidade de dados e necessidade de aprovação federal são entraves. Especialistas defendem maior transparência nas bases de dados usadas para precificar riscos. Outros alertam para dependência excessiva de tecnologia sem garantias de equidade no acesso aos recursos.

Perspectivas futuras

Wellenkamp projeta um piloto no meio da bacia do Mississippi no próximo ano, com potenciais impactos para políticas de FEMA. Há ainda discussões sobre como definir parâmetros de maneira que atendam a diferentes cenários de desastre, sem provocar falhas de pagamento.

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