O varejo brasileiro registrou uma queda de 1,5% em abril na comparação com março, segundo o IBGE. O resultado ficou bem abaixo do esperado pelo mercado, que previa retração de 0,6%.
Foi o pior desempenho para o setor desde setembro de 2021. Em abril, a worst performance regional não foi explicada por mudanças sazonais, mas surpreendeu diante de um mercado de trabalho aquecido e renda das famílias em alta.
A queda do varejo restrito ocorreu em abril, enquanto o varejo ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e atacarejo, recuou 0,7%. Os números indicam redução da demanda interna frente a condições de crédito mais caro.
Impacto na Selic
Para o Banco Central, a desaceleração do varejo pode sinalizar esfriamento da demanda doméstica, o que ajuda a conter pressões inflacionárias sem novas altas de juros.
A inflação ainda acima da meta, mas indicadores mais fracos de atividade podem reduzir a necessidade de elevar a Selic, hoje em 14,5% ao ano, segundo analistas.
Especialistas destacam que o ajuste de crédito e condições financeiras mais rigorosas contribuíram para reduzir o consumo. O comportamento do varejo passa a ser monitorado pelo BC.
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