O comércio latino-americano com a China cresceu no primeiro trimestre de 2026, segundo um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As exportações da região para a China avançaram 25% frente ao mesmo período de 2025. O EUA continua sendo o maior destino, porém com suporte de México e América Central.
Entre as maiores mudanças, a China passou a concentrar compras na América do Sul, sobretudo no Brasil, enquanto a alta para a região foi puxada por preços de algumas commodities. O aumento de 25% supera o avanço de 24% na Ásia, 19% na União Europeia e 14% nos EUA.
O BID aponta que o desempenho do trimestre reflete, em parte, o resultado do acordo USMCA, que facilita o mercado mexicano aos EUA. Mesmo assim, a variação positiva vem de um ciclo de exportações mais concentrado em determinados itens.
Contexto regional
Na América do Sul, a China respondeu por 40% do aumento das exportações em 2025, com o Brasil contribuindo para o crescimento. A conjuntura acontece em meio a tensões entre EUA e China, que influenciam políticas de comércio e investimentos na região.
A elevação de preço de commodities como ouro e cobre ajudou o salto do trimestre. O BID alerta, no entanto, que uma possível reversão nos preços pode deixar a região mais exposta a flutuações externas.
Perspectivas e riscos
O BID ressalta a relevância da América do Sul como fornecedora de matérias-primas para a China. Por outro lado, o avanço chinês levanta atenções sobre dependência de commodities e a necessidade de diversificação de exportações, diante da disputa externa entre EUA e China.
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