O governo federal planeja criar um extrato consolidado para apostadores acompanhem ganhos e perdas em plataformas de apostas. A medida foi anunciada pela secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Correa Cardoso, em entrevista ao UOL. O objetivo é ampliar transparência e enfrentar o endividamento causado pela atividade.
A novidade faz parte da agenda regulatória para 2026-2027, voltada à regulamentação de casas de apostas de quota fixa. Cardoso disse que o serviço deve ficar disponível ao cidadão ainda neste ano, com foco no equilíbrio financeiro dos usuários.
O extrato funcionará integrado à plataforma de autoexclusão, fortalecendo o jogo responsável. Além de visualizar o perfil, o usuário poderá ativar autotestes de saúde e financeiro, bem como acessar um curso desenvolvido com a Secretaria Nacional do Consumidor.
Dados sobre a autoexclusão indicam que 3% dos apostadores já acionaram o recurso. Em seis meses, foram 603 mil pedidos de afastamento, entre 25 milhões de cadastros nas bets. Volume significativo, mas ainda abaixo de 3%.
Entre as causas, 40% das solicitações decorreram de perda de controle ou dano à saúde mental. Cardoso admite que o cenário internacional mostra média de 3% de transtorno por jogo entre apostadores, mas ressalva que é preciso ajustar a análise no Brasil.
A adesão ao serviço permite afastamento por 1, 3, 6, 9 ou 12 meses. O processo ocorre pelo cadastro Gov.br, na conta prata ou ouro, onde o usuário escolhe o prazo e aceita os termos.
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