Foi anunciada uma estratégia de consolidação no setor de geração distribuída (GD) por meio do SNEL11, fundo imobiliário da Suno Asset. A ideia é captar recursos para aquisições no setor de usinas solares.
Empresários de micro a médio porte da GD recebem propostas diretas pela rede social: a Suno busca comprar usinas solares já operando. O SNEL11 foi criado em 2022 para financiar e, recentemente, voltou o foco para aquisições.
O SNEL11 já opera cerca de 40 parques em 11 estados, com patrimônio líquido próximo de 900 milhões de reais. A nova rodada busca levantar 1,8 bilhão de reais para ampliar compras.
Como funciona o modelo, os projetos são adquiridos à vista pelo fundo. Os vendedores usam parte do pagamento para comprar cotas do SNEL11, tornando-se cotistas do próprio veículo.
Segundo o CIO da Suno Asset, o mercado da GD passou por mudanças significativas com a queda de incentivos, juros altos e competição acirrada. O fundo oferece liquidez ao vendedor por meio de suas cotas listadas.
Atualmente, a equipe já avalia aquisições com pipeline superior a 500 milhões de reais. O objetivo é acelerar novas compras e ampliar a presença do SNEL11 no setor.
A atuação de distribuidoras pode impactar o mercado, já que algumas operam com GD interna e podem pressionar descontos, além de realizarem M&As concorrentes. A consolidação pode ganhar intensidade.
A Cemig SIM, braço de GD da Cemig, tem ampliado atuação com diversas aquisições e divulgou descontos na conta de luz que superaram a média de mercado, reforçando o cenário competitivo do setor.
Na prática, o SNEL11 já paga dividendos mensais, apresentando um yield anualizado de quase 15%. O desempenho depende da evolução de novos projetos e das condições de venda de ativos.
O setor de GD solar cresceu desde 2015, alimentado por incentivos regulatórios. Contudo, a lei de 2022 reduziu subsídios, acentuando a desaceleração, vacância e pressão de preços para varejistas e produtores.
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