A gestora Polen Capital, com sede na Flórida, liderada por Stan Moss, Dan Davidowitz e Damon Ficklin, viu seus ativos sob gestão recuarem cerca de 60% desde o pico de 2021. O deslocamento ocorreu em meio ao ciclo de investimento na era da inteligência artificial.
Em junho de 2023, a Polen informou aos clientes que o potencial de valorização de fabricantes de chips já estaria precificado. Não investiu em Nvidia, que mais tarde recuperou ganhos expressivos e se tornou um dos maiores nomes da IA.
A decisão de alocação favoreceu empresas de software, segundo os gestores, citando firmas como Adobe, Salesforce e ServiceNow. Contudo, o mercado passou a premiar infraestrutura: chips, data centers e capacidade computacional, valor não capturado pela Polen.
Com isso, a gestora acumula US$ 33 bilhões sob gestão atualmente, e o principal fundo ficou na 243ª posição em retorno absoluto entre 249 fundos similares, até o fim de abril, segundo dados combinados da Bloomberg com Morningstar.
A trajetória da Polen não é inédita: casos históricos mostram que grandes investors costumam falhar ao seguir o sucesso passado. Analistas destacam que erros costumam nascer da persistência em modelos vencedores de ciclos anteriores.
A narrativa recente de gestão de recursos aponta que o sucesso pode levar à complacência. Exemplos históricos citados incluem Long-Term Capital Management, Bear Stearns e Bear de 2008, além de investidores recentes cujas apostas não acompanharam a nova ordem de valor.
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