O Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações da Cogna (COGN3) de R$ 6 para R$ 4, mas manteve a recomendação de compra, classificando a empresa como outperform. A visão permanece positiva, mesmo diante de um cenário regulatório mais duro para o EAD.
A revisão reflete o novo marco regulatório do Ensino a Distância, com foco na Kroton, divisão de ensino superior da Cogna. O banco entende que o cenário pode frear o crescimento da Cogna e reduzir margens, principalmente no ensino superior.
Apesar da redução, o Itaú BBA destaca que a Cogna tem captação de alunos relativamente resiliente frente aos pares. Por isso, mantém a expectativa de valorização da empresa.
Desempenho da Kroton e impulso de saúde
Matrículas presenciais e híbridas avançaram no 1º trimestre de 2026, ajudando a compensar a fraqueza do EAD. A maior exposição à área de saúde também foi apontada como fator positivo, fortalecendo a leitura sobre a Kroton.
Essa dinâmica reduz parte dos impactos negativos ligados ao ambiente regulatório do EAD e sustenta o tom do relatório sobre a Cogna.
O banco mantém a estimativa de lucro próximo de R$ 1 bilhão para a Cogna, mesmo com revisões. A avaliação reforça o potencial da companhia, dado que as ações estão em nível considerado baixo pelos analistas.
Atualmente, as ações da Cogna operam perto de R$ 2,30. Com o novo preço-alvo de R$ 4, há um upside de cerca de 74%.
Assim, o Itaú BBA ajustou as estimativas, mas mantém visão positiva para COGN3. A tese aponta para resiliência na captação de alunos, maior participação da saúde e valuation atraente.
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