O melato da bracatinga, conhecido como o “ouro negro” brasileiro, ganhou destaque internacional após pesquisas mostrarem uma composição rica em sais minerais e aminoácidos, além de baixa cristalização. O produto já é considerado de alto valor agregado.
Produzido no Planalto Sul, em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, o melato era pouco valorizado até recentemente. A demanda cresce, especialmente na Alemanha, impulsionando a participação brasileira no mercado externo.
A valorização veio junto com o trabalho da Epagri, que criou sistemas de rastreabilidade e certificação. Essas medidas asseguram a autenticidade do melato e fortalecem a atuação dos apicultores da região.
A produção depende da bracatinga, da cochonilha que se alimenta de sua seiva e das condições climáticas do sul do Brasil. Essa combinação rara torna o melato naturalmente limitado e único.
Além do valor comercial, o mel é reconhecido por benefício nutricional. Rico em antioxidantes e com ação antimicrobiana, pode apoiar a saúde cardiovascular e digestiva.
Pode ser consumido com frutas, pães, bolos, queijos e chás, servindo também como adoçante natural. Não é recomendado para crianças menores de 3 anos; para demais faixas, integra alimentação equilibrada.
Rastreabilidade e certificação
A atuação da Epagri em rastreabilidade fortalece a confiança de importadores. Pesquisas e certificações ajudam a consolidar o melato como produto diferenciado no mercado externo.
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