O Copom deve manter a calibragem da Selic nesta quarta-feira, 0,25 ponto percentual abaixo, para 14,25% ao ano. A decisão ocorre em meio a riscos inflacionários e a pressão de preços do petróleo, influenciando o cenário doméstico.
A cautela sobe no radar por impactos da guerra no Oriente Médio. Ainda assim, melhora recente nos mercados pode influencia de forma limitada as expectativas de inflação a curto prazo.
No SUL dos EUA, o Federal Reserve é esperado manter as taxas entre 3,50% e 3,75% na quarta reunião sob a presidência de Kevin Warsh. O tom mais duro deverá constar do comunicado.
Copom
A maioria dos analistas projeta novo corte de 0,25 ponto na Selic, mas o espaço para afrouxamento reduz. O comunicado deve sinalizar se há espaço para pausa na trajetória de queda diante da inflação e das expectativas.
A inflação tem mostrado deterioração recente, com o IPCA de maio acima do centro da meta. O cenário externo, com o petróleo e a geopolítica, segue pressão relevante para cenários de demanda e preços.
Há atenção às medidas do governo para estimular a atividade em ano eleitoral e ao possível efeito do El Niño sobre os alimentos. Projeções de mercado indicam inflação entre 3,6% e 3,7% no quarto trimestre de 2027.
Fed
A expectativa é pela manutenção do juros-funds no intervalo atual, pela quarta reunião consecutiva. O conflito no Oriente Médio e dados de emprego ajudam a sustentar precauções na comunicação.
O mercado também observa se haverá remoção do viés de afrouxamento no relatório recente. Analistas consideram a possibilidade de alta dos Fed Funds ainda neste ano, embora não haja consensus.
A coletiva de imprensa de Warsh ganha atenção para indicar cenários de balanço. O novo presidente pode enfrentar resistências do Fomc para alterações rápidas na política de ativos.
Projeções e comunicação
O gráfico de pontos (dot plot) e o SEP devem esclarecer o rumo da política monetária americana. Questionamentos sobre redução do balanço poderão surgir na cobertura ao vivo da decisão.
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