A Apple prevê aumento no preço do iPhone à frente dos próximos lançamentos, citando custos mais elevados de memória e armazenamento. Tim Cook, CEO da empresa, confirmou a expectativa em entrevista ao The Wall Street Journal. A alta viria por causas ligadas à demanda por chips para IA, que elevam os preços na cadeia de suprimentos.
Cook explicou que fabricantes de chips priorizam memórias para data centers de grandes players que investem em IA, como Meta, Amazon, Google e Microsoft. Com esse deslocamento, a oferta para eletrônicos de consumo caiu e os preços de componentes como memória DRAM subiram significativamente, com projeção de manter esse cenário até 2027.
Projeções de preços e impactos
Estima-se que o próximo iPhone Pro possa custar até US$ 270 a mais, em função dos custos de produção elevados. A inflação de componentes também atinge outras empresas de tecnologia, como Nintendo, Dell e HP, que já ajustaram preços. Segundo o Morgan Stanley, elevação de cerca de 15% em vendas de computadores e smartphones nos EUA não é descartada para este ano.
Estratégias da Apple para o suprimento
Cook afirmou que a Apple avalia usar caixa próprio para contratos de longo prazo com fornecedores, buscando garantir abastecimento de memórias. No entanto, descartou a construção de fábricas próprias de semicondutores, dizendo que a empresa não pretende fazer tudo. A estratégia passa por diversificar fornecedores globais e contornar limitações geopolíticas.
IA e memória nos dispositivos
Além da disponibilidade, a crescente integração de IA nos dispositivos exige maior capacidade de memória. A próxima linha do iPhone deve ser apresentada em setembro, período em que também está prevista a transição de Tim Cook para o executivo John Ternus.
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