Bernard Appy, ex-secretário da Reforma Tributária, afirmou que um sistema que sustenta a ineficiência impede o crescimento de empresas eficientes. A proposta de reforma tributária tem como alvo a distorção do atual regime de impostos.
Durante um evento promovido pelo Fleury Advogados, Appy destacou que, mesmo com a versão final ainda em construção, as empresas devem medir impactos da mudança estrutural na tributação. O foco é planejar preços, margens e modelo de negócios.
Para o longo prazo, o ex-secretário vê ganhos para o país, ainda que algumas companhias possam fechar. Segundo ele, modelos baseados exclusivamente em benefícios fiscais tendem a perder espaço, abrindo espaço para empresas mais eficientes.
Appy afirmou que a reforma tende a reduzir distorções, permitindo que negócios eficientes cresçam. Ele ressaltou que mudanças não devem levar a uma fiscalização paralela para a mesma empresa, garantindo maior clareza regulatória.
Ele explicou que a ideia é evitar que o sistema atual premie a ineficiência e imponha barreiras a quem produz de forma eficaz. O objetivo é uma estrutura tributária mais estável e previsível para o ambiente de negócios.
A discussão sobre a reforma acompanha a ansiedade do setor, com avanços ainda sendo estruturados em termos de regulamentação, regimes específicos e documentação fiscal eletrônica.
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