A Apple confirmou que os preços de seus produtos devem subir devido à escassez de memória RAM no mercado. O anúncio veio do CEO Tim Cook em entrevista ao Wall Street Journal, nesta quarta-feira, 17 de junho. A empresa informa que a crise afeta os componentes usados em seus dispositivos.
Cook disse que o ajuste de preços é inevitável, mesmo com esforços para conter custos de chips de memória. A declaração contrasta com rumores recentes de uma possível contenção de valores nos próximos lançamentos, incluindo o iPhone 18.
A escassez de memória RAM está pressionando o custo de produção. Segundo o executivo, o problema está ligado à alta demanda por DRAM, impulsionada pela expansão de aplicações de IA em datacenters, com os três principais fornecedores — Samsung, SK Hynix e Micron — aumentando seus preços.
Impactos práticos
Boa parte da indústria já observa reajustes: a Apple retirou opções com menor capacidade de memória de alguns modelos, elevando o preço de entrada de determinados equipamentos. A mudança inicial envolve o Mac Studio e o Mac Mini, com alterações de memória já em prática.
Analistas indicam que as empresas buscam compensar custos por meio de componentes diferentes, como telas e câmeras, mas Cook afirma que a situação de suprimento permanece insustentável para a empresa.
Projeções para o iPhone 18
O Wall Street Journal aponta um possível incremento de cerca de US$ 200 no preço do iPhone 18 Pro, situando o valor inicial em US$ 1.299. O iPhone 17 Pro, na comparação, era comercializado por US$ 1.099. Não há confirmação oficial da Apple sobre a linha 18.
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