O Estreito de Ormuz pode recuperar apenas cerca de 70% do fluxo pré-guerra, segundo relatório do Goldman Sachs. Analistas apontam que produtores do Golfo ampliaram o uso de oleodutos e portos fora do estreito, reduzindo a dependência da rota.
O estudo, divulgado no dia 17 de junho, cita aumentos de 13 milhões de barris por dia nos fluxos pelo Estreito para alcançar o patamar. A retomada pode ocorrer até o fim do próximo mês, com recuperação da produção até outubro.
Antes da guerra, aproximadamente 20 milhões de bpd passavam pelo estreito, segundo a IEA. O conflito reduziu o tráfego, com impactos sobre preços que já recuaram desde o pico.
Fluxos atuais e rotas alternativas
Atualmente, fluxos visíveis por Ormuz somam cerca de 1,3 milhão de bpd, mais 1,6 milhão de bpd provenientes do Golfo de Omã. Autoridades estimam também 7,5 milhões de bpd passando por Yanbu, Fujairah e Ceyhan.
Durante o conflito, a Arábia Saudita intensificou o uso de oleoduto até o Mar Vermelho, os Emirados ampliaram a exportação por Fujairah e o Iraque enviou petróleo a Ceyhan. O deslocamento manteve o fornecimento global.
Planos regionais e perspectivas
UAEs contemplam zerar a dependência de Ormuz, ampliando Dibba, Fujairah e Khor Fakkan, fora do estreito, com novos portos no litoral. Kuwait busca alternativas de oleodutos para exportar seu petróleo, em acordo com Arábia Saudita e EAU.
Os futuros de Brent registraram queda para menos de 78 dólares por barril nas negociações desta quinta, ante pico acima de 126 dólares em abril.
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