O aumento dos juros ganhou fôlego globalmente diante da escalada dos custos de energia e da incerteza geopolítica. Com o petróleo acima de US$ 100 o barril, autoridades monetárias ajustam o tom mesmo diante de sinais mistos de inflação.
O ambiente externo continua desafiador para políticas domésticas, pois o contágio de choques de oferta e a piora das condições financeiras internacionais pesam sobre as perspectivas de crescimento. Economistas veem espaço limitado para cortes rápidos este ano.
Japão
Na terça-feira, 16, o Banco do Japão elevou a taxa básica para 1%, citando custos de energia mais altos como motor da mudança.
Zona do Euro
Na semana passada, o BCE subiu a juros em 0,25 ponto, para 2,25%. Foi a primeira alta desde 2023, com o banco enfatizando a deterioração do risco inflacionário pela conjuntura geopolítica.
Estados Unidos
Na quarta-feira, 17, o Fed manteve as taxas entre 3,50% e 3,75%, mas adotou tom mais firme. A maioria dos diretores espera alta de juros ainda neste ano, com projeções que vão de 3,75% a 4,5%.
Brasil
O Copom, nesta quarta-feira, cortou a Selic em 0,25 ponto, para 14,25%, citando incerteza decorrente de um possível acordo para cessar conflitos no Oriente Médio e impactos globais.
Segundo o relatório Focus, a Selic pode encerrar o ano em 13,75%, embora haja possibilidade de 14% caso as condições externas se mantenham instáveis.
Reino Unido
Nesta quinta-feira, 18, o BoE deve manter a taxa em 3,75%, sinalizando cautela diante do cenário global e da inflação doméstica.
Peso do acordo EUA-Irã
O ritmo dos ajustes dependerá de um provável acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra regional. Detalhes sobre o funcionamento do Estreito de Ormuz devem influenciar as expectativas de mercado.
As autoridades destacam que a normalização do Estreito e a reconstrução regional podem afetar a velocidade de recuperação da oferta de petróleo e comprometer o apetite de investimentos globais.
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