A Anfavea, associação que reúne as montadoras, pediu ao governo que mantenha os compromissos firmados para respaldar investimentos superiores a 140 bilhões de reais até 2033. A cobrança acontece diante de a Camex decidir na terça-feira se volta a liberar cotas para carros híbridos e elétricos.
A discussão envolve a possível reativação de cotas de importação para veículos com produção finalizada na BYD de Camaçari, na Bahia. Caso liberadas, as mercadorias aterrariam no Brasil sem alíquota de importação; há ainda a hipótese de adiamento da volta da alíquota de 35%.
Em carta aberta, a Anfavea defende manter o cronograma de recomposição tarifária, sem postergações, e o fim definitivo das cotas. A entidade aponta que alterações na etapa final prejudicam a confiança de investidores.
Segundo a BYD, o apoio governamental para as regras de importação visava viabilizar investimentos no polo de Camaçari. O uso de benefícios foi apresentado pela empresa como condição para o desenvolvimento local.
A associação sustenta que manter as medidas anunciadas é crucial para a previsibilidade regulatória, a competitividade brasileira e a consolidação do país como polo de engenharia, inovação e mobilidade digital.
Contexto e impactos
- A Camex avalia retorno das cotas para veículos híbridos e elétricos na próxima semana.
- A BYD envolve-se em divergências com o governo sobre prazos e condições.
- A prazo de julho para a volta da alíquota completa também está sob avaliação.
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