A região da Faria Lima mantém a absorção de escritórios estável, segundo levantamento da JLL. Mesmo com saídas recentes, o mercado da área nova da avenida apresenta vacância baixa e demanda irrigada. O estudo aponta que o preço pedido médio por m² no trimestre manteve a trajetória de alta.
A diretora de locações da JLL, Yara Matsuyama, destaca melhora no desempenho global do aluguel na cidade, com cada região apresentando dinâmica própria. Na Faria Lima nova, o preço médio chegou a R$ 310 por m² no último trimestre, mantendo a tendência de elevação.
No período, houve mudanças relevantes: a Klabin deixou a área nova para a região mais antiga da Faria Lima, conforme o levantamento. A Netflix transferiu-se para um prédio monousuário no Itaim, e o Banco Master deixou o Birmann 32, conhecido como o “prédio da baleia”.
Nova dinâmica na Faria Lima
Apesar da saída de grandes locatários, Matsuyama afirma que a maioria do espaço ocupado permanece ativo, indicando que o interesse pela região não diminuiu. O setor financeiro ainda predomina, mas a diversificação setorial reduz riscos associados a ciclos econômicos.
A pesquisa mostra que a Nova Faria Lima atrai operações globais de tecnologia, enquanto a parte tradicional sustenta serviços jurídicos e financeiros. Segundo a executiva, complexes modernos passaram a oferecer maior mix de serviços e conveniência.
Além disso, a evolução do “novo normal” imobiliário envolve espaços corporativos com opções de comércio e serviços. Mesmo com oferta mais restrita na Faria Lima, há esforços para criar experiências diferenciadas para ocupantes.
Para empresas que buscam expansão sem elevar custos na Faria Lima, alternativas em regiões vizinhas, como a Rebouças, aparecem como opção. O estoque recente de novas torres é limitado e tende a chegar pré-locado.
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