A Jio Platforms, controlada pela Reliance Industries do bilionário Mukesh Ambani, protocolou nesta sexta-feira um pedido de IPO na NSE, visando levantar cerca de US$ 3,8 bilhões. A operação pode se tornar o maior IPO da Índia e abrir caminho para a expansão de internet por satélite. O anúncio ocorreu em meio a expectativas sobre o mercado de capitais do país.
A empresa detém 100% da Reliance Jio Infocomm, que hoje domina quase 50% do mercado de telecomunicações na Índia, com mais de 526 milhões de assinantes. O IPO prevê a emissão de até 270 milhões de ações, segundo fontes da Reuters. O montante superaria os US$ 3,3 bilhões já marcados pela Hyundai Motor India, em 2024.
A operação envolve, além da Reliance, atores globais: a Meta tem cerca de 10% e o Google, 7,7% das ações da Jio Platforms. Outros investidores incluem a Vista Equity Partners. A avaliação da empresa já foi estimada em US$ 180 bilhões por a Jefferies, refletindo o peso de seus planos de digitalização.
Perspectivas de expansão e tecnologia
A Jio planeja competir globalmente e testar uma rede de satélites de baixa órbita para ampliar internet fixa e móvel. Akash Ambani, presidente da Jio Infocomm, disse que a meta é conectar a Índia também pelos céus, não apenas por terra.
Na visão da empresa, o IPO funciona como um termômetro para o mercado de capitais indiano, que tem apresentado volatilidade. Em 2025, a SpaceX está ligada a acordos com a Jio e a Bharti Airtel para implantar a Starlink na Índia, ainda sem operabilidade plena.
Além do satélite, a Jio expande investimentos em inteligência artificial e infraestrutura digital. A Meta alugaria capacidade em um data center de 168 megawatts em Gujarat, como parte de uma cooperação para tornar modelos de IA mais acessíveis no país.
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