O orçamento da União Europeia para 2028-2034 pode enfrentar um choque entre contribuintes líquidos e beneficiários. A Comissão Europeia propõe um teto de 2 trilhões de euros para financiar políticas como agricultura, coesão, tecnologia e programas de intercâmbio. A cada sete anos, o bloco busca um acordo unânime que permita a aprovação do montante.
Segundo a proposta inicial, os países mais ricos aportam mais recursos do que recebem, enquanto os menos favorecidos costumam garantir uma compensação maior. A disputa entre esses grupos costuma definir o ritmo das negociações, com cobranças em relação a prioridades e fontes de dinheiro.
Ao abrir as negociações, o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que o valor apresentado é considerado alto pelos seus cofatores, defendendo reduções. A Holanda também rejeita o modelo, alegando que ele se ancora em gastos tradicionais em vez de enfrentar desafios modernos, como defesa e modernização.
A Espanha, beneficiária, critica a proposta por considerar o orçamento insuficiente frente a inflação, especialmente para áreas como agricultura e coesão. O premiê Pedro Sánchez afirmou que a proposta é inadequada e não atende às necessidades do país.
Legalmente, o acordo precisa ser fechado até o fim de 2027. Entretanto, com eleições previstas na França, Itália, Polônia, Espanha, Grécia, Estônia, Finlândia e Eslováquia, há pressão para concluir o acordo ainda neste ano, para evitar que as campanhas interfiram no processo.
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