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Vodafone lança linha de ciberdefesa para acompanhar alta nos gastos militares

Vodafone lança linha de ciberdefesa para Forças Armadas e Segurança, com redes 5G privadas, SOC e dados mantidos em território nacional

Camión de la UME con red 5G privada de Vodafone.
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Vodafone Espanha, por meio de sua unidade Empresas, lançará uma linha completa de soluções tecnológicas voltadas para as Forças Armadas e órgãos de segurança. O objetivo é ampliar a presença institucional da operadora em contratos de defesa e infraestrutura crítica no país.

A oferta integra serviços de conectividade avançada, ciberdefesa ativa, IA e armazenamento em nuvem soberana. A estratégia mira competir diretamente com Telefónica e MasOrange em licitações públicas de segurança e defesa.

A linha é dividida em quatro pilares. Primeiro, redes privadas 5G com largura de banda dedicada, interconexão SD-WAN e VPN para Sistemas de Mando e Controle, incluindo unidades como a UME e os Mossos d’Esquadra.

Segundo, ciberdefesa e proteção de infraestruturas críticas. O portfolio inclui SOCs nacionais, monitoramento 24/7, firewall de nova geração e mitigação de ataques DDoS, com centros SOC dedicados ao setor.

Terceiro, interoperabilidade com OTAN e UE. As soluções atendem normas ISO e ENS, viabilizando integração com unidades de países aliados em missões conjuntas.

Quarto, soberania de dados e infraestrutura de apoio. A Vodafone opera uma rede nacional com planos de chegar a 100 centros de dados edge, apoiada por 48 novas instalações nos últimos oito anos, além de continuidade de negócio e armazenamento dentro das fronteiras espanholas.

A empresa já atua como fornecedora de redes 5G privadas para a UME, a Guardia Civil e o CESTIC, órgão do Ministério da Defesa, fortalecendo sua presença institucional no setor.

O movimento ocorre em meio ao aumento do gasto militar público na Espanha. Segundo o SIPRI, o investimento em defesa cresceu 46% em um ano, acima de 34 bilhões de euros, correspondendo a 2,1% do PIB. A UE também avançou com o plano Preparación 2030.

Jesus Suso, diretor da Vodafone Empresas, afirma que as telecomunicações se tornaram um multiplicador de capacidades militares, posicionando a companhia como parceira tecnológica de defesa e segurança na Espanha.

Mercado competitivo

No cenário de cibersegurança pública e corporativa, a Vodafone concorre com Telefónica Tech e MasOrange. A Telefónica oferece análise de ameaças globais e filtragem automática de DNS para médias empresas, além de projetos para sistemas classificados.

MasOrange lançou a operação Orange Cyberdefense Espanha, com cerca de 100 especialistas em Madrid e Barcelona, apoiada pela estrutura do grupo Orange na França. A meta é alcançar entre 1% e 5% de participação até 2030.

Existem disputas contratuais em licitações de cibersegurança. O contrato CORA III, com orçamento superior a 100 milhões de euros, teve mudanças de composição e paralisação após recursos administrativos envolvendo as empresas participantes.

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