A Anfavea alerta sobre a possível prorrogação dos benefícios tarifários para a importação de carros elétricos e híbridos. A nota enviada ao governo aponta que mudanças no cronograma de recomposição das tarifas podem colocar em risco os investimentos anunciados pela indústria, estimados em R$ 140 bilhões.
A pauta envolve a retomada do Imposto de Importação de 35% para veículos eletrificados em julho de 2026, após um período de transição iniciado em 2023. Montadoras, especialmente as chinesas, têm defendido manter os benefícios para ampliar a presença no Brasil.
A indústria trabalha em caráter estratégico para evitar adiamentos que possam manter as alíquotas reduzidas por prazo indeterminado. Fatores como a previsibilidade regulatória são citados como fundamentais para a continuidade dos projetos de expansão.
Mudança de regras e impactos
A carta aberta da Anfavea cobra manutenção integral do cronograma de recomposição das tarifas de importação para veículos eletrificados. Também funciona como aviso de que as cotas de importação com alíquota zero, encerradas em janeiro de 2026, devem permanecer sem renovação, até avaliação com o setor.
O grupo ressalta a necessidade de diálogo prévio com as montadoras instaladas no Brasil antes de qualquer alteração. O objetivo é evitar impactos no portfólio de investimentos e na cadeia de suprimentos, que envolve fornecedores nacionais e internacionais.
Segundo a Anfavea, o risco aponta para o quanto o governo brasileiro poderá cumprir o restante do cronograma caso haja alterações. O setor sustenta que o cenário atual ajuda na atração de recursos para ampliar plantas e gerar empregos.
A discussão ocorre em meio à pressão de fabricantes chineses que ampliaram a atuação no país, defendendo extensão dos benefícios de isenção. O tema será analisado pelo Gecex-Camex na quinta-feira (25), com decisão sobre manter ou alterar as regras vigentes.
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