O boom do uso de inteligência artificial (IA) nos EUA tem causado receio de substituição em massa de trabalhadores. Dados do Banco Central Europeu (BCE) indicam que, até agora, o efeito líquido sobre empregos e salários é moderado. A conclusão veio de estudo divulgado nesta segunda-feira (22).
Segundo o BCE, empresas vêm investindo fortemente em IA nos últimos anos. Embora haja setores com maior vulnerabilidade, a economia americana já tem realocado empregos de setores mais expostos para outros segmentos, com remodelação gradual do mercado de trabalho.
Entre 2019 e 2025, empregos de alta substituição cresceram 15 pontos percentuais a menos que os de baixo risco, segundo o estudo. Funções com alto risco, como economistas e designers gráficos, tiveram quedas médias acima de 4%.
Já postos de baixo risco, como eletricistas e professores do ensino médio, registraram alta de cerca de 13% no mesmo período. A participação de empregos de baixo risco passou de 23% para 25%, enquanto a de alto risco caiu de 35% para 33%.
Impactos no emprego e salários
O estudo não identificou efeitos significativos sobre a renda decorrentes da transformação até 2025. Mesmo assim, aponta que o ritmo de ganhos pode acelerar com o tempo, à medida que ferramentas de IA se tornam mais generativas.
O BCE ressalta que o ajuste do mercado de trabalho continua em curso. O temor inicial de perdas salariais por substituição intensa ainda não se confirmou de forma generalizada até o momento. Mantêm-se, porém, incertezas sobre impactos de longo prazo.
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